MÚSICA - POE COMO TEMA

POE - PEQUENA BIOGRAFIA

Poeta e contista americano nascido em Boston, Massachusetts, conhecido sobretudo por suas histórias de mistério e horror. Filho de um casal de atores, ficou órfão aos dois anos e foi adotado por John Allan, rico comerciante de Richmond, Virgínia. Enviado à Europa, recebeu esmerada educação clássica (1815-1820) na Escócia e Inglaterra. Em seguida freqüentou a Universidade da Virgínia, porém envolveu-se com jogo e álcool, até que rompeu relações com seu tutor (1827). No mesmo ano publicou, em Boston, seu primeiro livro de poesia, Tamerlane, and Other Poems (1827). Tentou a carreira militar mas foi expulso da Academia Militar de West Point e, então, decidiu dedicar-se por completo à literatura e começou a publicar contos em revistas (1830) e foi morar em Baltimore com uma tia. Recebeu um prêmio em dinheiro por seu Manuscript Found in a Bottle (1833). Tornou-se editor literário do Southern Literary Messenger, de Richmond (1835), e no mesmo ano casou-se com a prima Virginia Clemm, de apenas 13 anos de idade. Seus problemas alcoólicos o levaram a demissão e mudou-se para Nova York, onde passou a escrever freneticamente livros e contos para revistas, especialmente com temas que abordavam a morte, o horror sobrenatural e os desvarios da mente humana, possivelmente inspirados nos próprios tormentos do autor. Por outro lado, possuía grande capacidade analítica, e escreveu contos que assentaram as bases do gênero policial e de mistério que se difundiu no século XX. Também deixou textos nos campos da estética, da crítica e teoria literária. Apesar da popularidade, seus vícios e escândalos o tornaram incompreendido por seus compatriotas. Foram os simbolistas franceses e, em particular, por Charles Baudelaire, que lhe reconheceram o gênio, cuja obra constituiu uma fonte de inspiração direta para a renovação literária européia no final do século XIX. Com a morte da esposa (1847), sua dependência alcoólica agravou-se e após vários dias de excessos alcoólicos, morreu em Baltimore, Maryland. Outros grandes sucessos do autor foram Al Aaraaf, Tamerlane, and Minor Poems (1829), Poems (1831), The Narrative of Arthur Gordon Pym (1838), Tales of the Grotesque and Arabesque (1839), The Prose Romances of Edgar A. Poe (1843), The Raven and Other Poems (1845), Tales (1845), Philosophy of Composition (1845) e o póstomo The Poetic Principle (1850).

ALGUMAS CAPAS DE LIVROS

ALGUMAS CAPAS DE LIVROS

POE DECLAMANDO O CORVO

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LENORE

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POE POR SNOOPY

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O CORVO - VERSÃO SIMPSONS

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VINCENT - TIM BURTON

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POE E VERNE


O escritor francês Júlio Verne (1828-1905) era confesso de Edgar Allan Poe e suas obras, em especial do romance "O Relato de Arthur Gordon Pym", uma narrativa na primeira pessoa, feita por um jovem marinheiro que vive uma viagem trágica, envolvendo-se em situações macabras como naufrágios, motins, a peste, canibalismo e carnificinas nos gelados mares antárticos. O livro tem um desfecho sobrenatural e muito perturbador, embora muitos biógrafos afirmem que a obra tenha ficado inacabada. Verne, impressionado pela narrativa e por seu inquietante final, escreve, trinta anos depois de publicada a tradução francesa do livro (feita por Baudelaire) e já no fim de sua vida, uma continuação/homenagem ao "Relato", "A Esfinge dos Gelos". A história se passa anos depois das aventurasde Pym, e trata da busca pelos sobreviventes daquela expedição. Verne, além de criar uma de suas mais inspiradas aventuras, aproveita também para "explicar" o que teria acontecido no final apavorante do romance original. Os estudiosos da obra de Poe afirmam, no entanto, que Verne teria proposto um final positivista que não seria propriamente fiel ao original por ser um ardoroso positivista, homem ligado à Ciência e avesso ao sobrenatural. Assim, há um motivo racional para quase tudo o que aconteceu ao final de "Relato". Verne só não explica alguns fatos descritos no arrepiante epílogo do livro de Poe, envolvendo inscrições em cavernas. Porém, em se tratanto de mais um fã (dos mais ardorosos) de Poe, acredita-se que Verne quis preservar alguma coisa envolta no mistério que era tão caro a Allan Poe.
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No link abaixo você pode ler mais sobre a admiração de Verne por Poe e a influência deste na obra do autor de "Vinte Mil Léguas Submarinas".
Post dedicado a Carlos Patrício

3 comentários:

Carlos Patrício disse...

Obrigado pela dedicatória, Denise.

Lembro que foi justamente essa estreita ligação entre Verne e Allan Poe que me fez visitar a comunidade do gênio americano pela primeira vez.

Parabéns pela página, o blog está excelente.

Denise disse...

Vc merece, sir.

Carlos André disse...

Interessante.